domingo, 30 de março de 2014

ALUNOS SÃO INVESTIGADOS POR SUSPEITAS DE FRAUDE EM SISTEMA DE COTAS

O Ministério Público carioca (MP-RJ) investiga uma suposta fraude no sistema de cotas do estado cometida por 41 alunos. No inquérito, os jovens - alguns com cabelos e olhos claros – são listados por ocuparem vagas reservadas a negros e indígenas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Entre os casos investigados, há estudantes de diferentes cursos: Administração, Nutrição, Relações Públicas, Medicina, Odontologia, Direito, História da Arte, Ciências Biológicas, Ciências Econômicas, Serviço Social, Letras e Pedagogia. Apesar da discrepância entre as declarações dos jovens e suas aparências, o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, alegou que a universidade nada pode fazer para evitar casos como esses. “A definição de cor é por autodeclaração. Não temos nada a fazer em relação a isso”, disse em entrevista ao G1, acrescentando que apenas a declaração de cor — supostamente irregular — não configura fraude. De acordo como reitor, 40% das vagas na Uerj são destinadas a cotistas. Deste total, uma parcela é reservada a negros e indígenas. No entanto, para obter o benefício, o candidato precisa comprovar ter completado os ensinos fundamental e médio em escolas públicas e ter baixa renda. “[Se o aluno estudou em ] Escola pública, nós conseguimos apurar porque há registros. Se o colégio não é reconhecido como público, é fácil de pegar. Mas a declaração de renda, os dados da Receita Federal são sigilosos. Fechamos um acordo com a Receita para que ela não revele os dados, mas diga se a renda é verdadeira ou falsa”, explicou Vieiralves. O MP-RJ também apura se o sistema de fiscalização da Uerj é efetivo para coibir fraudes.

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