domingo, 27 de abril de 2014

SEM MÉDICOS, MULHER DÁ À LUZ EM RECEPÇÃO DE HOSPITAL E BEBÊ MORRE

Uma mulher grávida de nove meses deu à luz na recepção de um hospital em Santo Antônio de Jesus, município localizado a 190 quilômetros de Salvador, na manhã deste sábado (26). A Santa Casa de Misericórdia do Hospital e Maternidade Luís Argolo em Santo Antônio de Jesus não tinha obstetras no momento do incidente. Segundo a instituição, a criança já nasceu morta. "A médica que estava de plantão teve um problema pessoal e não pode trabalhar. Nós não conseguimos substituí-la", disse o provedor da Santa Casa, Aurelino Reis. A mãe da criança, Tatiane de Jesus Santos, 29 anos, disse que procurou o hospital na véspera e foi atendida na recepção, mas teve de voltar para casa porque não havia médicos. "Quando cheguei a casa, comecei a sentir fortes dores, não suportei e voltei para o hospital, mas quando cheguei à cabeça do meu bebê começou a sair. Não fizeram questão nem de me colocar numa maca, ninguém se importou com a minha situação", disse a mulher em entrevista ao site Voz da Bahia. Ela ainda rebatou os médicos da instituição, que alegaram que a criança nasceu morta e tinha a cabeça grande e com má formação, a filha se mexia quando ela estava em casa. "Meus exames não deram nenhum problema, minha ultrassonografia está boa e o médico sempre me dizia que a minha filha estava bem", alega. O provedor da Santa Casa disse que a administração abriu um sindicância para investigar o que aconteceu neste caso. "Eu tenho 1 ano e 4 meses à frente da Santa Casa, e esta é a primeira vez que isto acontece", comenta. "Ficamos sem o médico plantonista durante a noite, e quando a mulher chegou ela já estava em trabalho de parto. Enquanto arrumavam uma maca para atendê-la, o bebê nasceu. Uma médica que estava lá e viu o feto disse que a criança aparentava estar morta há alguns dias", disse Aurelino Reis. No entanto, uma mulher que testemunhou o parto e auxiliou Tatiana nega esta versão da Santa Casa. Segundo Fernanda Almeida, nenhum funcionário do hospital não ajudou ou atendou a grávida, mesmo diante dos pedidos de socorro dela. O parto, de acordo com a testemunha, foi realizado por pessoas que também aguardavam atendimento. "A criança já tinha nascido, o chão estava cheio sangue, somente nesse momento que apareceram funcionários, extremamente mal educados, para fazer o atendimento. Isso é um absurdo", declarou a mulher em entrevista ao Blog do Valente. "Não tinha um enfermeiro, técnico ou pessoas na recepção. Não tinha ninguém". (As informações do Correio)

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